Promessa no atletismo de Adamantina é convocada para seletiva que dá vaga a Mundial

Uma das maiores promessas do atletismo brasileiro e que treina e mora na região de Presidente Prudente recebeu um belo presente de aniversário. Júlia Barbosa, de Adamantina, que fez 15 anos nesta terça-feira (19), foi convocada para a seletiva que vai classificar atletas para o Campeonato Mundial (escolar) previsto para maio, em Split, na Croácia.

Ela será uma das atletas que representará São Paulo. Além dela, outras cinco foram convocadas pela Federação do Desporto Escolar do Estado de SP (Fedeesp).

A seletiva será importante para Júlia iniciar uma busca inédita na carreira: disputar competições fora da América do Sul. Por conta da idade, ela só pôde, até então, participar de torneios sul-americanos.

Carlos Barbosa, pai e treinador, diz que 2019 é, sem dúvidas, o ano mais decisivo da carreira da filha até o momento. Disputar uma competição maior e em âmbito mundial faz parte do projeto de vida e de vitórias traçado por ele.

O pai e treinador de Júlia disse que a filha está sendo ‘fabricada’ para vencer.

“Ela já tem uma vida extremamente regrada, de atleta de ponta. Tem hora para acordar, hora para dormir. É tudo planejado”, disse Carlos.

Ele afirmou ainda que a escolha de treinar e competir é da própria filha e que, na visão dele, não se está pulando etapas da juventude.

“Sou questionado diariamente sobre isso. Mas ela pediu para treinar comigo. Eu até perguntei se ela tinha certeza porque era um caminho difícil e sem volta. A partir do momento que ela optar por outro caminho, eu vou respeitar. Agora, se ela quer continuar nessa vida, eu vou dar todos os instrumentos para ela chegar onde quer”, disse o treinador.

Apesar de ter apenas 15 anos, a seletiva para o Mundial, em Natal, reunirá competidoras com até 18 anos e 11 meses.

Ter como adversárias atletas com mais idade (inclusive adultas) não é novidade na curta e promissora carreira de Júlia. Desde que começou a competir, vencer as ‘mais velhas’ tornou-se hábito.

“Ela sempre esteve em um patamar acima”, disse Carlos.

Júlia tem no currículo inúmeras e importantes conquistas como o vice-campeonato sul-americano na Bolívia, em 2017, e o primeiro lugar na mesma competição no ano passado, disputada no Peru. Agora, segundo o pai e treinador, o objetivo é alçar voos mais altos na carreira.

A meta, de acordo com ele, já está traçada: estudar e treinar nos Estados Unidos e representar o Brasil nas Olimpíadas de Paris, em 2024.

Júlia deve deixar o país em breve para morar nos Estados Unidos. Segundo Carlos, diversas universidades já estão interessadas em dar bolsas para a atleta adamantinense por causa dos excelentes resultados obtidas ao longo da carreira, que é curta, mas bem vitoriosa.

Por isso, Júlia faz aulas particulares de inglês, em casa. O próximo passo é aprender um terceiro idioma: francês ou alemão.

“Hoje temos um cronograma estabelecido. É tudo muito planejado, tudo programado. Estamos fazendo tudo aquilo que precisamos fazer para ela continuar vencendo”, disse o pai e treinador.

A ideia é se mudar para os EUA em 2021.

“Não temos instrumentos para dar toda estrutura que ela precisa para se tornar uma atleta de alto rendimento aqui. Não há incentivo. O esporte no Brasil ainda é muito amador”, falou Carlos.

Ele diz gastar por ano entre R$ 40 e R$ 50 mil com Júlia. Cerca da metade desse valor é ‘tirado’ do próprio bolso. O restante é contribuição de empresários e patrocínios.

 

Fonte: João Alberto Pedrini/Do Globo Esporte.com/Foto: Gaspar Nobrega

 

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